VIA STUDIUM

Não acredita em Astrologia?! Vem comigo…

“A louca do horóscopos”, “a louca dos signos”… somos mesmos, haha, a louca das estrelas, as lunáticas na terra. E te chamei aqui para te contar que você também é.

Uma pesquisa comprovou o que Carl Sagan já falava há tempos: os humanos realmente são feitos de poeira de estrela. Depois de analisar 1500 estrelas, astrônomos chegaram à conclusão de que tanto os seres humanos quanto os astros brilhantes possuem 97% do mesmo tipo de átomos. Constataram ainda que os elementos essenciais para a vida como a conhecemos (hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre) são mais prevalecentes nas estrelas que estão no centro da galáxia. Isso significa que os elementos essenciais para a vida foram forjados nas estrelas e depois incorporados em planetas e seres vivos.

Hoje, nossas vidas cotidianas só são possíveis devido a esses átomos, forjados há muito tempo na força da vida e da morte de estrelas massivas. Nossa capacidade de fazer qualquer coisa — despertar de um sono profundo, desfrutar de uma refeição deliciosa, conduzir um carro, escrever uma frase, somar e subtrair, resolver um problema, ligar para um amigo, rir, chorar, cantar, dançar, correr, pular e brincar — é governada principalmente pelo comportamento de pequenas cadeias de hidrogênio combinadas com elementos mais pesados como carbono, nitrogênio, oxigênio e fósforo.

Em nosso DNA está presente a mesma fibra com a qual são bordadas as estrelas e nebulosas que todas as noites nos inspiram desde o infinito. Portanto, nós também fomos feitos para brilhar e tocar o céu. É algo mágico, não há dúvida. Fomos feitos para brilhar, para reluzir como o ouro, para iluminarmos uns aos outros como pó de diamantes. No entanto… por que nos esquecemos de brilhar? Se somos feitos de estrelas, por que não somos mais felizes?

Será que porque assim como não acreditamos “nessas baboseiras astrológicas”, não acreditamos nem nós mesmos? Do ser fantástico que somos? Nos separamos tanto de nós mesmos, do que somos feitos, de onde viemos e de quem verdadeiramente somos, só restou escuridão. No entanto, e aqui está a verdadeira magia do assunto, nos limitamos a ver desde sempre este plano relativo aos astros como algo distante e, inclusive, superior a nós mesmos. É o momento de entender, de vislumbrar e de assumir que somos um todo, que esta matéria astral está, por sua vez, integrada a cada fragmento de nosso ser.

Ah, mas isso é Astronomia e não Astrologia, essas “coisas de signos”. Alguém pensou assim? Se pensou já ressalto logo de início que os conceitos de Astrologia e Astronomia estavam intrincados, desde sempre, e queriam dizer na maior parte das vezes a mesma coisa. Poucos eram os que percebiam a diferença. O sábio Hugo de São Vítor (c.1096-1141) em sua obra Didascálicon (1127), estabeleceu claramente a distinção entre as duas:

  • A astronomia e a astrologia se diferenciam pelo fato de a astronomia ter derivado o seu nome da lei dos astros, a astrologia do discurso sobre os astros. De fato, nomía significa lei e logos discurso. E assim, a astronomia é a ciência que discute a lei dos astros e a revolução do céu, investigando as regiões, as órbitas, os movimentos, o raiar e pôr-se das estrelas e as razões do nome de cada uma.
  • A astrologia, por sua vez, considera os astros em seu influxo sobre o nascimento ou a morte ou qualquer outro evento, influxo que é em parte natural e em parte supersticioso. Tal influxo é natural sobre a complexão dos corpos, os quais variam de acordo com o ritmo dos corpos superiores, como é o caso da saúde, doença, tempestade, estiagem, fertilidade e esterilidade; mas esse influxo é supersticioso com relação às coisas contingentes ou que dependem do livre-arbítrio. HUGO DE SÃO VÍTOR. Didascálicon. Da arte de ler, Livro II, cap. 10.

Em resumo, a Astrologia é uma jornada de autodescoberta, uma dança entre o céu e a terra. Ela nos lembra que somos parte de algo maior, que nossas histórias estão entrelaçadas com as estrelas SIM!!! Se você quiser se aprofundar, considere estudar Astrologia. Ela é uma porta para o autoconhecimento e para a compreensão das forças invisíveis que moldam nossas vidas.